quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Tranquilidade

Aos sábados, o cantinho no primeiro piso que o cliente reservou à nossa equipa, é tranquilo. Não é bom sinal quando se sabe quão agradáveis são as intalações do cliente ao fim de semana. Mas mau augúrio é essa calma de sábado que já se sabe, antecede tempestade.

Qual Katrina, qual Gustav... O Furacão Zázá atinge variações de escala do mais aviltante que o ser humano conhece. Vem de leve com o inicio da semana, preguiçando paciente ao raiar de cada nova manhã. Devagar, devagarinho, ao longo dos dias da jornada laboral lá vão surgindo os repentes. Seguem-lhes os pequenos gritos, quase guinchos, e a a injúriazinha aqui e o levantar de tom acolá. Subtis presságios da ira por consumar, intervalados pelo tom sereno e delicado reservado à classe das secretárias, voicemails e outros intermediários necessários a ultrapassar com suavidade para poder alcançar o fim, alguém do outro lado da linha para vilipendiar.

Mas a intermitência do altifalante ambulatório é de pouca dura, cedo estala a bomba e rebenta a berraria. Pouco é preciso para Zázá passar o limiar da compostura e começar o trovejar de brejaria, ralhos, asneiras e risadas. Tudo entrosado com uma lógica de argumentação delicerante: "(...) seus grandes nhó nhós, que granda porra! só fazem merda!"

E é assim que o cantinho tranquilo ao sábado se transforma durante a semana em local de vendaval. Não resistem as faculdades lógicas do mais paciente santo. É constante o sobresalto provocado pela incerta intempérie que, quando menos se espera, irrompe em fúria.

Resta-nos imiscuir no pacífico ruído de fundo do debate civilizado dos colegas e clientes, do bater das teclas e dos telefones por atender, e em caso extremo, recorrer ao último reduto de abrigo: os édefones. Zázá que expluda sózinha, ignorada. Furacão ou não, tamanha irritabilidade por certo manifesta a falta de algo (alguém viu o Ambrósio?).

Para imiscuirem vós, caros leitores, aconselho uma música que me transmite alguma paz a este caos diário:

If You Were A Sailboat


If you're a cowboy I would trail you,
If you're a piece of wood I'd nail you to the floor
If you're a sailboat I would sail you to the shore
If you're a river I would swim you
If you're a house I would live in you all my days
If you're a preacher I'd begin to change my ways.

Sometimes I believe in fate,
But the chances we create
Always seem to ring more true.


You took a chance on loving me,
I took a chance on loving you.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

obrigado pelo mail, por aqui responde-se mais fácil

Três empregos que tenhas tido: estudante, investigador estagiário, consultor
Três séries: House, How I Met Your Mother, Coupling
Três filmes: Pulp Fiction, Casablanca, Ocean's Twelve
Três livros: O Homem do Castelo Alto, The Partner, Enquanto Salazar Dormia
Três poemas: O Recreio (Mário de Sá Carneiro), The Escaped One (Fernando Pessoa), Cântico Negro (José Régio)
Três lugares onde tenhas estado: Recife, Londres, Estarreja
Três lugares onde tenhas estado nesta semana: no escritório, no cliente, e no sofá (que, há-que dizê-lo, é bem agradável! Sem prejuízo para os outros dois)
Três passatempos ou coisas que gosto:
café, de preferência a acompanhar conversas prolongadas,
ler tudo o que é notícia e blog desde que fale de ciência, economia, ou tecnologia,
e claro: folia em geral
Três tipos de comida que gosto: tradicional regional portuguesa (ROJÕES! Enchidos! Polvo à Lagareiro), italiana (pizza, pesto, risotto), japonês (mais noodles que sushis)
Três locais onde preferia estar neste momento:
na piscina ou no ginásio, se tivesse energia;
num concerto de jazz bem acompanhado;
no Garfunkels de Oxford Street ou perdido em Camden Town
Três coisas que quero fazer este ano:
viajar (algumas opções/ideias: Barça, Veneza/Milão/Roma, Nova York, Egipto, Vienna, Porto),
aprender coisas novas (conduzir por exemplo :P cozinhar... etc.),
ver mais teatro!
Três palavras: aviltante, esdrúxulo, patranhas
Três palavras esta semana: car-jaquim, nhó-nhó, confidencialidade
Três músicas: All the things that I've done (dos assassinos), The Story (sim, a rádio não se cansa - me neither), I'm Only Sleeping (dos carochos)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

não me mandes mais powerpoints

Patrocinado pela laboratolarilólela do Markl... apresento-vos um achado digno de nota. Trata-se somente da primeira balada romântica foleira tecnológica! De origem brasileira, esta versão de Élvio Santiago está em português de Portugal, encorajando à reflexão conjunta sobre o acordo ortográfico!


terça-feira, 16 de setembro de 2008

Bom Português

Acordos ortográficos à parte, a nossa lingua é rica em artimanhas e interessantes quid pro quos que lhe conferem um certo charme, algum je ne sais quoi, e uma pitada de xanan! Uma dessas pequenas subtilezas está na fonética de palavras homógrafas, que como o nome indica, têm a mesma forma escrita - a mesma grafia.

"Palavras homógrafas são aquelas que têm a mesma grafia mas a acentuação, a pronúncia e o sentido são diferentes." - fonte: WikiBooks

De notar o pormenor da pronúncia, que não é dependente de acentuação gráfica das palavras. Por exemplo, como indica o wikicionário, um quadrúpede pode diferir substancialmente de uma arma medieval, e embora ambas se escrevam com a mesma grafia sem acentos "besta", uma lê-se "bêsta" e outra "bésta"

Em caso de dúvida com a língua já sabem: consultem um especialista.

(toma toma, eu nunca me engano e raramente tenho dúvidas xD)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Cultura

Depois da National Gallery, dos Cabinet War Rooms, e do Museu de História Natural, fica a promessa de quando passar por Nova Deli, na Indía, o museu a visitar é sem sombra de dúvida o Sulabh International Museum of Toilets! Sei de uma menina na Argentina que vai ficar roída de inveja de não ter descoberto este tesourinho da porcelana de higiene pessoal primeiro que eu. 

Será que têm lá bidés estranhos tipo sul-americanos com repucho e torneiras do meio? Só há uma maneira de saber bébé!