sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Crazy Food with Drunk Chicks


Uma sugestão CUlinária



receita completa em
http://wasabibratwurst.com/beer-butt-chicken-recipe/

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Sei que não vou por aí.



Trata-se de um decalque lírico da interpretação de João Villaret por oposição ao original de José Régio. Ainda assim Bethânia impõe o seu cunho pessoal e a companhia instrumental é um complemento excelente :-)

Pedaços Emprestados

E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma conseqüência de estar mal disposto.

- Tabacaria, Álvaro de Campos
.



Então, acendo um cigarro na falésia
da memória. Os deuses seguem-me, apanhando
as beatas que deixo pelo caminho. Correm,
e ouço o bater dos corações num eco
de cansaço. Mas não me apanham, e
dobro a esquina do ocaso, vendo-os tossir
com o fumo da noite

- Nuno Júdice

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !

- Cântico Negro, José Régio
I am the escaped one,
After I was born
They locked me up inside me
But I left.
My soul seeks me,
Through hills and valley,
I hope my soul
Never finds me.

- Fernando Pessoa

Fogem-te, por entre os dedos,
os instantes; e nos labios dessa que amaste
morre um fim de frase, deixando a duvida
definitiva. (...) Louco, ignora que o destino, por vezes,
se confunde com a brevidade do verso.

- Carpe Diem, Nuno Júdice
Nós temos cinco sentidos:
são dois pares e meio de asas.
- Como quereis o equilíbrio?

- David Mourão-Ferreira


terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Carta

Sinto a tua falta.

Estarás sempre presente. Há tantos lugares que ainda estão cheios de ti (e ainda nem fui a Estarreja). Nas mesas vazias do Aracuá, ao volante do Hudson, a secretária no escritório, o toque das paredes das pedrinhas lá de casa, o rádio, a cadeira de pano em Santa Cruz.

Lembro os momentos repetidos que tivémos: o relato das viagens à América, as conversas sobre a bola, o ritual do jornal, as outras conversas, os passeios, o único jogo do Sporting que fui, o ritual do café, os estalinhos de papel, as castanhas assadas, o Quebra-Gelos, as brincadeiras, e claro: os donuts :P

Serás sempre o meu herói, sem medo do trabalho, honesto, generoso, bondoso e amigo. Nunca te disse mas sei que o sabes: admiro-te e inspiras-me a ser melhor.


Fui finalmente visitar-te. 2 anos e meio depois.

Consegui por fim compreender que não é simples a forma como sentimos e como vivemos os sentimentos e as memórias.

Os mecanismos neuronais são feitos de transferências de ideias e de memórias que disparam outras memórias. A tua partida ficou ligada a outras memórias, fortaleceu-as, penso que me escudei noutras desventuras para não enfrentar a tua ausência. Mas os filamentos e os processos do cérebro nada sabem do que é saudade e do que é sentir.

Os meus arrependimentos hoje são apenas de não ter aceite que o final se aproximava e não ter sido capaz de estar contigo na tua doença. Não ter sido o amigo presente para te dar um e outro abraço quando mais precisaste.

Pensar que senti algo a menos por ti, foi uma sinuosa e desnecessária tortura. Hoje compreendi o disparate que foi alguma vez duvidar dos meus sentimentos.

Choveu quando sai do cemitério. Foi pouco mas o suficiente para parecer hollywoodesco. A caminho de casa encontrei a avó, o pai e o Porto a quem dei um grande abraço. Não lhes disse ao que andava para não ficar tudo em prantos. Quatro pessoas, três gerações, memórias e sentimentos distintos, todos carregados de saudade, gratidão, admiração, respeito e amor.

Sorrio.
Não sei se é a isto que chamam nostalgia, mas já dizias que antes sorrir do que chorar...


Love,

Diogo

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Nós por cá não temos Obama

Um Animal Político é o novo blogue de um amigo meu. A expressão que deu nome ao blogue foi usada por mim como elogio às suas capacidades de argumentação (*cof* spin *cof*). Assim sinto-me um pouco como o padrinho do blogue. Com o pretexto de lançar tema de conversa inter-blogues temos hoje uma estreia no castelo: vou falar de política.

Hillary Clinton era há alguns meses considerada a próxima candidata democrata às presidenciais de 2008. Surgiu o fenómeno Obama e tudo mudou; a corrida é agora renhida. Contra as previsões que favoreciam Obama, Hillary ganhou ontem no estado de New Hampshire. Mas Obama não irá certamente abaixo, Iowa não foi aleatório.

O Senador Barack Obama rivaliza com a mulher do ex-Presidente na angariação de fundos e votos. Um homem cujo primeiro nome rima com Iraque e o segundo está a um letra do inimigo público número um dos EUA. Como é que ele conseguiu?

Com uma campanha de auto promoção montada em menos de 1 ano, procurando o eleitorando que vota pela primeira vez (18 anos) e promovendo marketing activo na web (algo que pouca gente é capaz de fazer decentemente e com resultados).

Obama atrai os votos dos jovens, dos independentes, da população negra, e dos imigrantes. Já foi comparado a J.F.K. e irmão R.F.K., M.L.K. e mesmo ao republicano Ronald Reagan. Hillary prefere compará-lo (depreciativamente) a Jimmy Carter.

A América e o mundo precisam mais uma vez de acreditar na democracia. O sistema político e o modelo capitalista estão em crise de fé. São figuras como Obama que de tempos a tempos injectam confiança no sistema político. Alguns morrem por isso. A confiança que o sistema exige é depois gasta em guerras e escândalos e mais tarde reposta de novo. A História repete-se.

Fica a esperança naive que o próximo governo dos EUA tome acções que vão além da confiança que precisa recuperar. Que se caminhe no sentido de querer manter essa confiança. Que se tomem as acções necessárias a melhorar um pouco o mundo invés de simplesmente proteger o status quo.


Talvez mais naive seja a vontade de ter na política Portuguesa homens como Obama. Somos tão parados e desinteressantes que restaurar a confiança no sistema é simplesmente sinónimo da passagem de testemunho entre PS e PSD, antigamente esquerda e direita, hoje direita e direita.

Não conseguimos sequer encontrar figuras políticas em Portugal capazes de conciliar credibilidade e dinamismo. Parece que um é antónimo do outro, ninguém acredita nos populistas e os que merecem (algum) crédito - basta recordar os 3 candidatos às últimas presidenciais - não têm qualquer vigor...

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

acabou-se o que era doce

Acabou-se. É o fim da coisa. Já foi a última taça de arroz doce. Os ferreros já marcharam há muito e o bacalhau está a dar as ultimas...

there is no peace

Primeira música de radio em viagem de carro no novo ano 2008

Tudo o que quer me dar
Everything you want to give me

É demais
It´s too much

É pesado
It’s heavy

Não há paz
There is no peace

Tudo o que quer de mim
All you want from me

Irreais
Isn´t real

Expectativas
Expectations

Desleais



Agora é pensar como seria em Portugal... Poderiam traduzir para português uma malha dos Stones com voice over do nosso narrador por excelência: o Euládio Climaco.

I can't get nooooooooooooo
Eu não consigo obter

Satisfaction!
Satisfação

And I try and I try and I try
E eu tento e tento e tento

But I can't get noooooooooooo
Mas eu não consigo obter

Satisfaction!
Satisfação


Ou isso ou para manter a produção totalmente nacional, punha-se um clássico português dobrado para inglês pelo David Fonseca (Supah Stours!).